quinta-feira, 11 de abril de 2013

Perdidos

Desprovido de amor, tanto acalanto, tanta dor
Horizonte de uma extremidade ao longo do inimaginável
Deserto de desamor nos enterra nas areias dos desabores
Tudo passa como fogo, queima tudo aquilo que é frágil como papel
Não adianta querer estudar o tempo, pois é indomável como furacão
As entrelinhas da sobrevivência tornam-se indecifráveis a cada coração
O ponto de partida desapareceu como os rastros em dias de chuvas
Circulando para encontrar onde situa-se o personagem que balança nosso ser
Abrem-se os ouvidos para descobrir a direção daquela linda canção
O corpo descola da alma para protestar as paixões que provocam terremotos
Quem poderia liberar apenas uma palavra que decifrasse todas nossas dúvidas?
Catalisamos aquilo provém das vozes alheias e absorvemos o que é mal
Seremos contruções robóticas se deixarmos valer o que não nos faz feliz
Brigar, sujar, cair, levantar... Tudo nos será lícito para combater o vírus do ódio
Uma cachoeira de beleza e liberdade ao nosso lado sem poder banharmos nela
Queria me afogar, matar minha sede, virar um peixe nesta correnteza
Mas somos humanos com pés no chão, a realidade não é fantasia
Mesmo buscando o centro das atenções de dentro de nós
Fazemos tudo acontecer como criança tentando arredondar as letras
Mesmo rabiscado na folha de nossa vida o amor tem o mesmo sentido e significado.