terça-feira, 18 de agosto de 2015

Noite de Lua Nova

Oh, Lua tão magrela!
O que esperar dela?
Pouca luz, seja em mansões, seja na favela
Nas grandes avenidas ou numa estreita viela

Hoje vamos jantar à luz de vela
Passar a noite só eu e ela
Entoar nossa canção em modo à capela
Como fazem os apaixonados da grande tela

Te vejo assim tão bela
Com os poéticos olhos de Florbela
Declamando-te poema com forte nó na goela
Porque tu és meu tesouro, a maior riqueza, minha bagatela

Teu coração tornou minha cela
Fico preso em ver o quanto és bela
Única que me compreende, que me dá trela
                                              É por ti que dentro do meu peito tudo martela.