sábado, 1 de janeiro de 2011

Tudo Novo

Um novo ano se inicia e nossa vontade e nossa esperança cresce mais e mais sempre que há novos tempos e novos ares. Pedimos para nós mesmos que sejamos mais humildes e menos arrogantes, mas lutamos contra nosso próprio espírito, uma batalha sangrenta e interminável onde ranger de dentes, mortos e feridos. Nossa alma não suporta tamanha humildade dentro de nós, somos fruto de um mal que apenas tentamos minimizar. Uma fonte de águas turvas jorra de nós.
O homem nasceu com a semente da arrogância, da falta de amor, de dizer que não pode perdoar. Essa é uma guerra que travamos todo santo dia. Por que, meu Deus? Dizemos que somos bons, que temos amor no coração, que sabemos perdoar... porém o desejo de destruir, de sermos melhor está em nós e queremos mais e desejamos muito mais.
Interminável esplendor de desvanglória, distribuímos aquilo que não é de nosso desejo, passamos por provas que não deveria ser nossa, achamos que estamos no ápice de conquistar aquilo que está a frente de nossos olhos e nem ao menos, na verdade, estamos enxergando. A humanidade tem olhos, porém é único ser vivo que não enxerga, não consegue olhar para dentro, sem capacidade de um raio-x naturalmente psicológico, uma simples camada de pele é suficiente para bloquear sua visão. Oh! Descontrolável miolo que há dentro de uma caixa redonda de ossos! Engana, saboteia, mente. Quando perde seus poderes leva o seu guiado ao lugar desconhecido.
O nosso desejo pensamos que passou, que nos deixou mas numa hora que nem esperamos aquele velho desejo está de volta e entramos num círculo permissivamente vital, nossa semente nunca morre mas o combate a ela é infinita porque somos humanos e precisamos, precisamos de esperança, de desejos, de perdão... esses são nosso verdadeiros combustíveis.