quarta-feira, 16 de maio de 2012

Minha Querida Irmã

Se hoje faço versos e poemas
Se escrevo o tempo ou se a vida descrevo
Tudo isso te devo
Me ensinastes a soletrar as primeiras palavras
Nas salas de aula obtive o conhecimento por tua causa
Fostes minha primeira tutora
Mas tu nos deixastes...
Tudo você me reprovava
Minhas atitudes tu condenavas
Chegava a pensar que me odiavas
Dias de cóleras rotineiras vivenciamos
Poucos momentos de amores nos declaramos
Mas tu me deixastes...
Confesso que minhas lágrimas são inenxugáveis
O tempo não ocultou a cratera de tristeza em mim
Lembro de tuas não-recomendáveis obras
E que hoje me servem de boa lição em larga sobra
Tu fostes e nem me dissestes adeus...
Tua semente foi plantada
Tuas palavras ainda hoje são desafiadas
A Morte me disse que deixamos de ser irmãos
Mas a vida me ensinou que a fraternidade é eterna.